terça-feira, 29 de março de 2011

Terceira Instrução do A.'.M.'.

Esteio, 23 de setembro de 2010

Grande Oriente do Rio Grande do Sul
Loja Luz, Vida e Amor

Terceira Instrução

Venerável Mestre
Irmão Primeiro Vigilante
Irmão Segundo Vigilante
Caros Irmãos

A Terceira Instrução, ao contrário das duas anteriores onde foi enfatizados os significados dos símbolos e alegorias pelos quais a Maçonaria revela seus segredos aos novos iniciados e demonstram o caminho e a boa conduta que devemos seguir para nos tornar verdadeiros maçons, na terceira encontramos o conceito de Maçonaria, que é a união de escolhidos que seguirão uma doutrina, tendo por base o G.’.A.’.D.’.U.’., seguindo a regra natural das coisas, buscando a Verdade a Liberdade e a Lei Moral, tendo sempre como princípio a Igualdade, Fraternidade e o Progresso com a finalidade única de procurar a felicidade dos povos, sem preconceitos, sem distinção de credos, cores ou posição social e política.
Trás os deveres que o Maçom deve ter para consigo e para a sociedade que é venerar, sobre todas as coisas, o G.’.A.’.D.’.U.’., em todos os momentos, sem nada esperar em troca; tratar a todos, irmãos e profanos com igualdade e respeito, combatendo a ambição que nos assola e que atrapalha o convívio, bem como o orgulho que sempre devemos deixar de lado, procurando sempre fazer o bem livre de preconceitos; lutar contra todo e qualquer flagelo da Humanidade, a ignorância, os vícios, o fanatismo, pois isso atravanca o progresso de qualquer povo; dar a todos o direito de escolha, instruindo a fazer ver a estas pessoas qual a escolha que é condizente com a Moral; estar sempre pronto a ajudar as pessoas a encontrarem o melhor caminho a ser trilhado. Devemos fazer tudo isso por ter fé em tudo o que acreditamos, ter coragem de nos interpor quando a Moral está sendo deixada de lado, enfim, buscar sempre a fazer o Bem, independente dos obstáculos que teremos de transpor para alcançar nossos objetivos.
Fomos instruídos de como nos devemos fazer reconhecer Maçons, através do Sinal, do Toque e da Palavra bem como também o significado de cada um deles, a saber, o sinal como a honra de saber guardar os segredos que nos são dados a conhecer, preferindo ter a garganta cortada a revelar estes segredos; o Toque, certamente diferente em cada grau, nos fazer revelar em que grau nos encontramos e a Palavra, que tem como significado Beleza, Força e Apoio, não devendo ser pronunciada.
Para nos fazer lembrar porque estamos aqui, foi também relembrada que nossa vontade de sermos Maçons foi por sermos livres e de bons costumes e nos julgamos prontos para procurar a luz e entramos na Loja através de escolha e convite de um amigo que agora reconhecemos como Irmão, entrando despojados de qualquer metal para nos lembrar do estado primitivo da Humanidade, sem vícios.
A Loja que nos recebeu, para ser Justa e Perfeita deve ser governada por três irmãos, cinco que a compõe e sete a completam, sempre obedecendo a uma Potência Maçônica e que pratique rigorosamente todos os princípios da Maçonaria.
Para poder adentrar na mesma, iniciamos com três pancadas que significa “Batei e serei recebido”, Pedi e receberei”, “Procurai e encontrai”. Estes ensinamentos devem nortear nossa nova vida, se queremos ser recebido devemos mostrar humildade e bater à porta onde sabemos que iremos encontrar guarida, se precisarmos de apoio, de bons exemplos, de harmonia, de esclarecimentos para nossos atos, devemos pedir que prontamente seremos atendidos, se estamos procurando, como todo verdadeiro Maçom deve procurar, o melhor caminho para trilarmos, devemos procurar em nossos Irmãos que com certeza isso nunca será negado.
Nos foi brindado ainda com a lembrança das viagens que fizemos quando de nossa iniciação, com os olhos vendados, lembrando que as três viagens simbolizam a conquista de novos conhecimentos, os olhos vendados lembram as trevas e os preconceitos do mundo profanos que ora estamos deixando bem como a necessidade de que o homem tem de procurar a Luz, estávamos também com o pé direito descalço e o braço esquerdo e o peito desnudos para exprimir que eu dava meu braço a Instituição e meu coração a meus Irmãos, e o pé descalço, o respeito que devemos ter ao Templo. Cabe-me lembrar que no momento que estava sendo conduzido pelo interior do Templo, o fiz mesmo com o coração, sabedor que tudo o que estava sendo ritualisticamente feito, era para eu lembrar sempre da confiança que tenho de ter com meus agora Irmãos. Devo dizer também agora do orgulho que senti em todos os passos que dei vendado dentro do Templo, me sentindo uma ser privilegiado por estar sendo escolhido e posto à prova, provas e questionamentos que venci com certo receio mas com o coração leve de estar fazendo o melhor de mim.
Nada foi esquecido desta terceira instrução, as pontas do compasso em meu peito lembrando a vida profana, quando meus sentimentos e meus desejos não eram regulados pela exatidão, o compasso lembrando a relação dos Maçons com seus Irmãos e com todos os homens, traçando círculos menores e maiores, nos fazendo ver o extenso domínio que é o infinito, os três passos, formando com os pés um ângulo reto, significando a retidão necessária a quem deseja vencer na ciência e na virtude. A Pedra Bruta representando que tudo se encontra em estado imperfeito na natureza e, querendo continuar, devemos saber lapidá-la para sermos Justos e Perfeitos.
A Espada Flamejante tem o significado de defesa para a insubordinação, o vício e o crime sejam repelidos dos Templos e que a Justiça Maçônica seja rápida como os raios que desprendem da espada, emblema dos mais justos e nobres sentimentos.
O Esquadro no emblema do Venerável Mestre, significa que o chefe deve ter um único sentimento, o da retidão. O Nível, que adorna o colar o Irmão Primeiro Vigilante simbolizando a igualdade social. O Prumo, usado pelo Irmão Segundo Vigilante, significando que o verdadeiro Maçom deve ter retidão em seu julgamento. Tanto o Nível como o Prumo devem sempre usados juntos pois um completa o outro, não deixando o Maçom pender por amizades ou interesses, mas caminhar sempre com retidão.
Por último, a explicação de que o trabalho do Aprendiz inicia ao meio dia e finda à meia noite em homenagem a um dos primeiros instituidores dos Mistérios, Zoroastro, que reunia secretamente seus discípulos ao meio dia e terminava seus trabalhos à meia-noite, em um fraternal ágape.

Marcos Antonio Peruzzolo
Aprendiz Maçom

2 comentários:

  1. Parabéns pelo trabalho Irmão!
    Perfeito!

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  2. Boa Tarde
    Trabalho perfeito Ir:. , sempre que posso leio os seus trabalhos e reflito sobre o que escreveste , para que assim possa servir de referencia e inspiração aos meus trabalhos.
    Ir:.A:.M:. Lucas F. - Chapecó-sc

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