quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sois Maçom? Reconhecê-lo-ei pelas Vossas Atitudes!



Leonel Ricardo de Andrade
  Desde o princípio dos tempos é da natureza humana a prevalência da emoção sobre a Razão e da vaidade sobre a Humildade e, infelizmente no meio Maçônico isso também acontece, apesar dos Ensinamentos e Princípios Maçônicos focarem a necessidade de um aperfeiçoamento constante, alguns não se submetem a eles e não VENCEM as suas paixões.
  Diante do exposto, ainda existe muita estagnação. E, sob o ponto de vista Maçônico a estagnação é a MORTE, ou seja, a falta de evolução, em especial sob o ponto de vista intelectual, moral e espiritual.
  Como é frequente assistirmos Mestres - "velhos Mestres e Mestres "velhos" estagnados e presos em suas concepções preconceituosas acerca daquilo que desconhecem, simplesmente porque "escolheram não conhecer". Geralmente falam muito e ouvem pouco. Criticam quem ousa tentar. Condenam o que não lhes convêm. Crucificam quem defende o que SONHA e se lamentam por não SONHAREM.
  É impressionante percebermos o quanto alguns Maçons conseguem impor aos demais Irmãos os seus vícios e defeitos. Fazem disso regras de conduta a serem seguidas pelos demais que, subservientes, são tomados pelo imobilismo e nada fazem para mudar.
  Pergunto-me como é possível tanta vaidade e egocentrismo após passar pela C.'. Refl.'., caminhar com Ap.'. M.'., depois como Comp.'. M.'. e por fim como M.'. M.'. e mais, receber os Ensinamentos contidos no L.'.L.'., no Comp.'. e no Esq.'.?
  Eis as causas de tantos desencontros no seio das corporações humanas, inclusive em nossa Sublime Ordem, já que o "MUNDO" não deveria caminhar segundo os interesses individuais, onde as pessoas têm o hábito de atribuir aos outros as responsabilidades por aquilo que não aconteceu de acordo com suas vontades.
  O Irmão deve estar a pensar onde quero chegar e, com a visão fundamentada em questões práticas, exemplifico-vos de uma forma objetiva as atitudes do Ser Humano em sua busca pelo "PODER", quando os interesses individuais e ou de grupos específicos se sobrepõem ao bem comum. Basta que chegue uma disputa eleitoral, seja no condomínio onde moramos, no clube em que frequentamos e, sobretudo, no mundo da política profana, para que os ânimos se exaltem, a razão se confunda e o amor se perca. É por isso que o Maçom precisa buscar incessantemente a submissão de suas vontades e o subjugar as suas paixões, não permitindo que a voz do ego fale mais alto do que a Voz da Razão.
  Pois, é no caminhar diário que o Ser Humano constrói ou destrói o desenrolar de sua vida. Se as suas atitudes forem sensatas e éticas ele criará um clima de carinho, de otimismo, de aproximação, de entusiasmo e de envolvimento, mas, ao contrário, se as suas atitudes forem insensatas e aéticas ele criará um clima de ódio, de pessimismo, de afastamento, de descrença e de desmotivação. Eis porque o destino de um indivíduo e do grupo ao qual ele pertence depende fundamentalmente do conjunto das atitudes de cada um. É a partir delas que ele conquista, ou não, o seu espaço e as suas vitórias.
  Diante do exposto é que agora vos pergunto: Sois Maçom? Reconhecê-lo-ei pelas Vossas Atitudes!

  Um Tríplice e Fraternal Abraço,

Leonel Ricardo de Andrade
Grande 1º Vigilante GLMMG
www.glmmg.org.br
landr...@netsite.com.br
(34) 9926-0891

A PEDRA BRUTA


Irmão Henrique Bosco

  A Pedra Bruta, símbolo do Aprendiz Maçom, é uma das três jóias fixas da loja e está colocada à esquerda da Coluna “B”, próxima ao Altar do 1º Vigilante, nela trabalham os Aprendizes, marcando-a e desbastando-a até que seja julgada polida pelo Venerável Mestre.
   A Pedra, de uma maneira geral, sempre provocou admiração e espanto ao ser humano, sendo bastante reverenciada nas manifestações religiosa tanto pela sua solidez como por sua perduração, a firmeza inabalável, que é atributo da Divindade. Por esta razão, os homens procuraram sempre edificar com pedras os templos dedicados à divindade, proibindo ao povo de construir habitações com outro material que não fosse terra cozida ao sol.
   Na antiguidade, a arquitetura sempre foi considerada como arte sagrada e intimamente ligada aos sacerdotes e à religião. Posteriormente, na Idade Média, foi a arte dos maçons operativos aos quais a maçonaria especulativa sucedeu. Por isso, constituindo a arquitetura uma das bases do simbolismo maçônico, a pedra nele ocupa abundante representação, simbolizando em geral todas as obras morais e todos os materiais de inteligência empregados para fins maçônicos.
   Dentro da simbologia Hebraica, como na Egípcia, a pedra é também o símbolo da falsidade. Assim, o nome de Tiffão, o princípio do mal da simbologia Egípcia, foi sempre escrito em caracteres hieroglíficos, com o sinal determinativo da pedra. Mas a pedra de Tiffão foi a pedra talhada, tendo idêntico mau significado em Hebraico. Desta forma disse Jehovah em Êxodo: “Não construireis para mim um altar de pedras lavradas”; e Josué edificou, no Monte Ebal, “um altar de pedras intactas”; sobre as quais nenhum homem levantou qualquer ferro. A pedra talhada era, desta forma, um símbolo do mal e da falsidade e a pedra bruta um símbolo do bem e da verdade.
   Plantagenet (ou Plantageneta), ao contrário da maioria dos autores maçônicos, considera a pedra talhada como símbolo da obscuridade e servidão, ao passo que faz da pedra bruta o símbolo da liberdade. Diz ele: “E ainda hoje não é vergado sob o fardo da pedra talhada, acabada, composta de todos os prejuízos, de todas as paixões, de toda a intransigência das fórmulas absolutas, aceitas sem controle como expressão da inexpugnável e única verdade, que fazem do homem o escravo de seu meio, que vemos o profano apresentar-se à porta do Templo e pedir à Luz? Uma Loja Justa e Perfeita, proporciona-lhe essa Luz e, ao mesmo tempo, liberta-o iniciaticamente da servidão. Livre, o neófito simbolizará sua liberdade por uma pedra bruta, com a qual ele se identificará. Obreiro da Grande Obra, há de consagrar a primeira parte de sua vida maçônica em desbastá-la...
   Chegará ele algum dia ao fim de suas fadigas?
   Ninguém o pode prever, pois a meta que ele mesmo traçou para si não é tornar a fazer da pedra bruta uma dessas pedras talhadas com as quais o homem edifica prisões, mas sim de transmutá-las numa dessas pedras vivas com as  quais o iniciado levanta templos. O segredo desta operação não está perdido, mas nem sempre é compreendido.
   A Gedalge afirma também, que a pedra bruta é análoga à matéria prima dos hermetistas, devendo ser talhada com cuidado com o malho, para que chegue a apresentar a forma de um cubo. Dentro da alquimia existia um ramo puramente místico a qual numerosos hermetistas se dedicavam.
A preparação da pedra filosofal e as operações alquímicas, nos escritos de certos filófosos, não passam de sucessivas purificações do ser humano na busca do conhecimento iluminador. Para eles o chumbo significava vulgaridade, grosseria e falta de inteligência, e o ouro precisamente ao contrário. Iniciados, desinteressam-se dos bens perecíveis, dos metais ordinários que fascinam os profanos. Relacionam tudo ao homem que é perfectível, e em quem o chumbo é realmente transmutável em ouro. O simbolismo alquímico não se aplica, portanto, à matéria, mas a operações espirituais. As imagens representam a evolução interior. A matéria sobre a qual é preciso trabalhar é o próprio homem. Não é outra coisa senão a purificação do Ser que tornará o homem capaz de ascender ao supremo conhecimento.
   Segundo Aslan ”A pedra bruta é o símbolo da idade primitiva e portanto, do homem em estado natural e sem instrução; é a imagem da alma do profano antes de ser instruído nos mistérios maçônicos. É a representação da cegueira e da ignorância, das paixões humanas indomáveis, da teimosia, do mau gosto e individualismo egocêntrico. A tarefa dos Aprendizes consiste em trabalhar, simbolicamente, no desbaste da pedra bruta, a fim de despojá-lo das asperezas, transformando-a assim numa pedra cúbica mais própria para o trabalho da construção, que na maçonaria é a construção do templo da humanidade”.
   No desbaste de sua pedra bruta, o Aprendiz deverá contar com habilidade e orientação, sob o risco de nada conseguir, a não ser fragmentar a pedra em outras proporções sempre brutas e disformes.
   A pedra bruta representa, pois, a natureza humana ainda não trabalhada, simbolizando a imperfeição da personalidade do aprendiz que ele deve desbastar de sua ganga original. Libertando o seu espírito de preconceitos e vícios num trabalho contínuo de aperfeiçoamento.
   Extraído do Livro: Obreiros em Ação. Livro editado pela ARLS Regeneração Catarinense nº 138, cujos autores, são obreiros da mencionada Loja.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Vaidade


Ir:. Nelson Camargo de Mello
Or:. de Ibiporã - PR
Este pequeno Trabalho serve apenas de alerta, vamos expor nosso ponto de vista sobre o tema VAIDADE. Antes porém queremos pedir compreensão pela rudeza de como iremos tratar.
VAIDADE, palavra pequena e de fácil pronunciamento, de tonalidade suave aos ouvidos, porém, encerra em muitas ocasiões, situações gravíssimas no comportamento do ser humano, com consequências desastrosas.
A vaidade, literalmente falando, é a qualidade do que é vão, vanglória, ostentação, presunção malformada de si, futilidade, e etc. Dessas qualidades a vanglória é perniciosa pois objetiva o indivíduo jactancioso, ou seja, presunçoso, arrogante e frívolo.
A presunção malfundada de si traz em seu seio situações embaraçosas, notadamente na Maçonaria, visto que aqui todos tratam-se por Irmãos e presume-se que a verdade deve imperar sempre. Essa má fundamentação sobre si levanta claramente suspeitas sobre a idoneidade daquilo falado.
A tão propalada vaidade feminina não traz consequências pois atém-se tão somente na área de estética. A masculina quando não se atém às futilidades torna-se algo de preocupação, encerra-se muitas vezes em disputas desnecessárias, gerando graves problemas de ordem interna, principalmente quando essa vaidade inclui fator poder. O fator poder é inerente ao ser humano, na Maçonaria no desbastar da Pedra Bruta, ou seja, no seu próprio burilamento cada um recebe a incumbência de burilar a si próprio e aos que estão a sua volta.
Arvorar-se na condição do dever cumprido, de ser possuidor de títulos ou de possuir extensa bagagem maçônica, não contribui em nada para os destinos da Ordem. Maçonaria se faz no dia-a-dia, na conquista permanente de novos adeptos e na tentativa da melhoria constante da espécie humana. A busca incessante e permanente da verdade faz da Sublime Instituição, organização sem similar.
A permanência da Maçonaria como instituição respeitável como é, deve necessariamente contar com a renúncia das possíveis vaidades de seus membros para o bem comum.
Mas, vemos com frequência Irmãos desentendidos ou que se fazem de desentendidos, querendo manter a ferro e fogo o seu círculo de poder. Apesar da inerência do poder ao ser humano, o Maçom pelos ensinamentos recebidos não pode a isso se ater.
A perpetuação de uma instituição passa, com absoluta certeza, pelo grau de compreensão de seus membros e na renovação sistemática de suas lideranças.
Cabe a cada um de seus membros renunciar às vaidades e presunções infundadas para o bem.
A título de exemplo, tem Irmãos que gostam de apologizar-se, em descumprir a legislação em vigor, criando com esses atos bolsões de intransigências, que mais tarde derivam-se na mais pura vaidade e arrogância de ser um descumpridor, notadamente, de um poder que não tem coercitividade, que afinal é o caso da Maçonaria.
Para vivermos em Igualdade, sem qualquer Grau de subordinação, é muito difícil; porém, dentro da Maçonaria é necessário.
Não basta respeitar ao Irmão como homem, deve respeitar como Maçom. Não importa qual o Grau ou Rito que freqüente, importa sim, o respeito pelo ato da Iniciação e pela instituição a que o Maçom pertence.
Esta diversidade que o Maçom possui, deve ela crescer sempre em benefício da ordem, e não transformar-se em um poço de orgulho, egoísmo e vaidade.
Ter vaidade de ser Maçom é muito bom e proveitoso, mas ser um Maçom vaidoso e refém do poder, com absoluta certeza, não trará qualquer benefício à Ordem e aos Irmãos.
O tripé de sustentação da Maçonaria: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não deve ser distorcido de sua real finalidade. Ao viciar qualquer ensinamento ou distorcê-lo é um perjúrio, os Irmãos devem ter consciência disso.
As reuniões costumeiras e obrigatórias, deveriam servir como bálsamo às nossas dificuldades e angústias do dia-a-dia. Infelizmente não é isso que amiúde presenciamos, a praxe é uma guerra surda no sentido de manter posições, ou seja, o "statu quo ante", isso é incompatível com o princípio da Sublime Instituição.
Entre um homem simplesmente vestido de Avental e um Maçom, tem uma diferença significativa.
O valor monetário que cada um possui, não deveria servir de nível para o empreendimento das ações internas. Cada expressão monetária entregue para a guarda e aplicação de cada Irmão, feita pelo G:. A:. D:. U:., deve ser entendida como encargo e não como alavanca do bem ou do mal. Cada centavo de real confiado a cada um, vai ser exigida a respectiva prestação de contas. A parábola dos talentos vem a isso confirmar. Ninguém é dono de nada, apenas o seu guardião, os Irmãos devem isso se lembrar, o nivelamento pelo valor monetário disponível por cada um, não serve para a caracterização do reconhecimento e vinculação maçônica. Cada Irmão deve ser entendido e aceito independentemente, o que vale e significa muito para a Maçonaria são os fatores intrínsecos, isto é, os fatores internos da Ordem, a sua irradiação de valores humanos, hauridos por seus membros em Loja.
A Maçonaria é uma escola de humanismo e disso ninguém pode duvidar. Tanto no estudo da filosofia, da filologia e no campo social, a Maçonaria incute aos seus adeptos essa capacidade de modificação no comportamento e na visão geral da sociedade, notadamente, nas condutas de moral e ética.
Portanto, dentro da ordem, não há espaço para as vaidades pessoais, devemos sim, preservá-la e mantê-la fora dessas situações tão comprometedoras de seu futuro. Não temos o direito de atentar contra seus sublimes princípios.
Meus Irmãos reflitamos nossas atitudes.
Fonte: Homepage de Loja Maçonica TRIUMPHO DO DIREITO

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Onda Verde

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Afiávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?



Material retirado da internet, não constava autor nenhum.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O ESTRANHO


Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares:
Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.
Mas o estranho era nosso narrador.
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e me fazia chorar.
O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranqüilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinqüenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome?
Nós o chamamos Televisor...

(Autor desconhecido, pelo menos para mim)  

terça-feira, 13 de março de 2012

O DEFUNTO VISITANTE


Após solicitação da presidência do Conselho de Kadosch de Brasília para apresentação de um trabalho para uma elevação ao Gr.'. 30, na data marcada estava cumprida essa obrigação. Essa peça de arquitetura deveria ser publicada no Boletim do Supremo Conselho. Juntamente com esse trabalho foi enviada prancha ao Supremo Conselho comunicando também o falecimento do Ir.'.  Nicolas, o grego.
Para surpresa de todos, o Boletim do Supremo Conselho do Brasil não publicou o " trabalho " mas trazia na sua Coluna Fúnebre a relação dos Irmãos falecidos, e entre eles estava o meu nome completo: Innocêncio de Jesus Viégas.
Não demorou muito, os velhos amigos passaram a expressar suas condolências à suposta viúva. Entre inúmeras demonstrações de solidariedade algumas curiosas merecem destaque.
Um velho Ir.'. desejava comprar alguns livros de minha Biblioteca, outro também viúvo deixava transparecer nas entrelinhas o desejo de continuar o meu trabalho ao lado dela, não por questão de sexo, mas pela convivência, pois a solidão é muito dolorosa. Outro Ir.'. velho companheiro de farda comunicou em carta o meu comparecimento a uma sessão espírita onde havia deixado psicografada uma linda mensagem encorajadora a todos os IIr.'.
Apesar da correção posterior efetuada na publicação do Boletim do Supremo Conselho, aproveitei a estada do Ir.'. Raimundo do Or.'. de Boa Vista, em minha cidade e autografei um livro e mandei por este portador ao Am.'. Ir.'. Norberto Delegado do Grão Mestre daquele mesmo Estado.
Isso era Outubro de 1994, o Ir.'. Norberto recebeu o presente, ficou feliz, e logo em seguida recebeu o Boletim do Supremo Conselho, referente aos meses Julho/Agosto de 1994 e lá encontrou o meu nome como tendo falecido em Agosto  Esse Am.'. Ir.'. entre arrepios, não entendia como um morto em Agosto oferecia e assinava um livro em Outubro e após urgente contato telefônico com a suposta viúva que confirmava "eu estava vivo".
Um belo dia em viagens de negócios pelo Interior, desejei visitar os trabalhos de uma Loja onde sabia ter um velho companheiro de caserna. Quando cheguei já era tarde e já estavam trabalhando. Bati a porta como de costume e como resposta à ordem para esperar. Logo veio o 1º Exp.'. com o livro para colher a assinatura e levar a identidade civil e maçônica para a conferência do Ir.'. Orador.
Vou relatar aqui o que ocorreu lá dentro e que me foi contado pelo laborioso Ir.'. Secretário, que a tudo viu e ouviu e registrou em sua longa Ata.
Chega o Experto com o livro e as identidades. Entrega ao Orador. O velho guardião da lei lê atentamente. Logo empalidece ao descobrir um grande acontecimento e quase sem poder falar, olha para o Venerável Mestre e balbucia algumas palavras imperceptíveis. O Venerável pede gentilmente ao Orador para repetir suas palavras "um pouco mais altas".
O Orador, recobrando as forças, diz: "Venerável Mestre, algo de anormal está acontecendo. Esse Ir.'. que bate à porta do nosso Templo é o falecido Innocêncio aquém na última sessão prestei solene homenagem pelo seu passamento, e agora, diante de seus documentos, não sei o que fazer. Quero ajuda de algum Ir.'. entendido em coisas do outro mundo para clarear essa fantasmagórica situação!".
O Mestre de Harmonia diante do caso querendo colaborar com a ocasião colocou em surdina a marcha fúnebre de Mozart. Aprendizes e companheiros, admirados e congelados, aguardavam os desfecho. Todos os irmãos passaram a sentir arrepios. O medo era geral. Um dos IIr.'. dizendo-se entendido no assunto, se ofereceu para assumir o comando da situação e passou a pedir calma a todos. Fechou os olhos respirou ofegante, estendeu os trêmulos braços na horizontal, e falou com voz rouca: "O Ir.'. Innocêncio veio pedir luzes. Você, Ir.'. Orador, o elogiou bastante na sessão passada e ele quer agradecer. Pensa que ainda está materialmente entre nós. Deixai que entre".
Eu lá fora, inquieto com tanta demora, resolvi ir ao banheiro. Nisso a porta se abre e o Ir.'. cobridor não me vê na sala. Morrendo de medo, imediatamente fechou a porta e anunciou: Ir.'. 1º Vigilante, o fantasma foi embora! ".
Com o abrir da porta interrompi o que estava fazendo e voltei imediatamente pensando em entrar logo, mas logo me dei conta que a porta estava fechada. Esperei um pouco, fiquei de costas para a dita porta, olhando as fotografias dos futuros IIr.'. que estavam coladas nos editais.
Abre-se a porta outra vez. Era o Mestre de Cerimônias que espiava só com um olho. Voltei a cabeça e esbocei um sorriso. E a porta foi fechada abruptamente. Bem, já que não vou entrar - pensei - vou terminar o serviço que bruscamente havia interrompido, e fui para o banheiro outra vez.
Dentro do Templo, o Mestre de Cerimônias informava solenemente que eu estava lá fora o cobridor, sem acreditar, imediatamente abre a porta e mais uma vez nada vê. Aí pirou de vez. O suposto médium passa a consolar o cobridor, dizendo-lhe que não era vidente e por isso não conseguia ver o espírito do Ir.'. Innocêncio, mas que fizesse um esforço concentrado que logo conseguiria.
A essa altura um Ir.'. pede a palavra "pela ordem" e solicita ao Venerável retirar do Templo os aprendizes e os companheiros, que ainda não se achavam em condições de assistir esse encontro de um morto com os vivos em Loja. Aprovada a solicitação, o Venerável pede ao Mestre de Cerimônias que retire os aprendizes e companheiros.
Logo um nervoso companheiro pede a palavra, antes de ser cumprida a ordem do Venerável, e questiona que não era justo sair e ter que ficar na sala dos p p. com o defunto. Todos concordaram com a ponderação e o Venerável revogou a ordem.
Contornada a situação o Venerável pede ao Mestre de Harmonia a execução de música mais suave para receber o Ir.'. finalmente, abre-se a porta, a música suave da Ave Maria me deixa todo emocionado.
Entrei, fiz o que normalmente se faz e esperei a ordem do Venerável para tomar assento o silêncio dominava a cena. O Venerável disse: "vinde saudoso Ir.'. ao encontro de seus IIr.'. que, emocionados, lamentam a vossa desencarnação. Acomodai-vos no Oriente onde é o vosso lugar!".
Saí passo a passo meditando sobre aquelas palavras. Logo reconheci o velho Ir.'. que era o Orador e olhei para ele com ar de riso. Ele fechou os olhos e baixou a cabeça tristemente. O Venerável Mestre, olhando-me bem firme, disse: "O pranteado Ir.'. vem deixar a sua mensagem, estamos prontos, podeis fazer uso da palavra se esse for o vosso desejo".
Lá fora chovia bastante e vez por outra se podia ouvir o ribombar dos trovões e perceber o clarão dos relâmpagos. Coincidência ou não quando levantei para fazer uso da palavra, uma enorme claridade iluminou tudo e um ensurdecedor barulho de trovão nos deixou estarrecidos.
A luz elétrica imediatamente apagou, ficando apenas as luzes tímidas das velas a iluminar o recinto ao mesmo tempo em que a gritaria na Loja foi desesperadora. Todos querendo sair ao mesmo tempo, uns caindo sobre outros. Pisotearam o Ir.'. cobridor que jazia inerte, todo amarfanhado, e foi imediatamente arrastado para fora por um Ir.'. mais corajoso.
Fiquei só, dentro da Loja. Em vista disso, também com as pernas trêmulas depois de tamanho susto, aproveitei para sair da Oficina e aí ouvi um grito vindo lá de fora: "Lá vem à alma penada!..." E a correria rumo ao portão da frente foi geral e só alguns "sem pernas" ficaram na sala dos p.p. Só aí, depois de ter sido chamado de "alma penada", pude entender todo o desespero dos IIr.'. e imediatamente tratei de esclarecer o que realmente acontecera, que eu estava vivo que foi um erro de publicação do Boletim e que já estava sendo retificado.
A maioria já tinha ido embora para casa não sei como, inclusive o Orador, o meu velho amigo. Nisso volta o falso médium e, ainda ressabiado, olha para dentro e sem entender aquele silêncio, brada com voz enérgica própria dos doutrinadores "Irmão do Além, já passa da meia-noite! A vossa hora terminou. Ide em paz e o senhor vos acompanhe!...".
O Venerável Mestre, um nordestino bem brabo, olha para o falso médium e diz: "deixa de ser frouxo, cabra da peste! Olha a tua calça como está toda molhada. E pelo cheiro forte, não é água da chuva, não! Não estás vendo que o Ir.'. está vivo?".
A gargalhada foi geral. O Venerável pediu mil desculpas e como apreciador das boas coisas, convidou a todos para comemorar a minha "ressurreição". E disse mais: "Quem correu, perdeu!".
O resto da noite foi curta para recordamos o episódio, bebericar o gostoso vinho e rir à vontade dos "corajosos Ir.'. " Que jamais esquecerão " O DEFUNTO VISITANTE ".

Autor: Ir.'. Innocêncio Viégas         -        
Conto Resumido do Livro Contos, Cantos e Encantos   -

terça-feira, 6 de março de 2012

Com o chegar à Loja

Este texto não tem autor, pelo menos assim como está no momento, pode ser de vários autores que alguém um dia reuniu neste formato.
É excelente para ler a qualquer momento, ler e reler sempre.


Qual o estado de ânimo do maçom ao chegar a Loja?

 1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar cada um, demonstrando a satisfação em participar daquela reunião.
2º - Se necessário, ajudar na preparação da loja e aproveitar a oportunidade para ensinar aos aprendizes os porquês de cada objetivo e seu significado.
3º - Procurar cumprir e estimular os Irmãos para que a reunião tenha início no horário previsto.
4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos.
5º - Tudo o que for realizar, faça com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem.
Lembre-se: MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ (SABER-QUERER-OUSAR-CALAR)

Você pretende ir à Loja hoje?
1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos.
2º - Participação positiva será daquele que, com poucas palavras, conseguir contribuir muito para as grandes realizações.
3º - Ao falar, passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro em seu propósito. Peneiras: 1) Verdade 2) Bondade 3) Altruísmo.
4º - Às vezes um irmão precisa ser ouvido; dê oportunidade a ele para manifestar-se.
5º - Falar muito quase sempre cansa os ouvintes e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e útil que você tenha a proferir.

 Entendendo meus irmãos.
1º - Eu não posso e não devo fazer julgamentos precipitados daqueles que comigo convivem.
2º - Estamos todos na escola da vida aprendendo a relacionar-nos uns com os outros, e o discernimento é diferente de pessoa para pessoa.
3º - Quanta diversidade existe nas formações individuais. Desejar que o meu Irmão pense como eu é negar a sua própria liberdade.
4º - Temos a obrigação de orientar, ensinar, mas nunca impor pontos de vista pessoais inerentes ao nosso modo de ver, sentir e reagir.
5º - Não é por acaso que nos é sempre cobrada a tolerância. Devo aprender a ser tolerante primeiro comigo mesmo e, então, estende-la aos demais.

 Dia de reunião! Você já sabe o que tem a fazer?
1º - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os detalhes!
2º - Mesmo que eu já saiba de cor o ritual, não devo negligenciar meu cargo ou minha função em Loja.
3º - Se o irmão cometer alguma falha, corrija: se possível, com discrição, sem fazer disso motivo de chacota e gozação.
4º - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o ambiente reflete a atmosfera de paz e tranqüilidade entre todos.
5º - O ritual deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem estar geral.

Como devo me apresentar em loja?
1º - O templo é o lugar onde acontece a reunião dos Irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais.
2º - Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja:
Despido de toda maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando cada Irmão e cumprindo com todas as regras existentes.
3º - Traje limpo, com bom aspecto, revela a personalidade de quem o usa e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado, pois!
4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquele que é infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si próprio!
5º - Bom seria que todos fossem responsáveis; cabe a cada um de nós criticar construtivamente, visando sempre ao progresso do Irmão imaturo cujo comportamento nos causa constrangimento.

 Elegância.
1º - Como é gratificante constatarmos a elegância de um Irmão; verificar em seu comportamento a expressão de uma educação fina e irrepreensível.
2º - É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
3º - A elegância deve nos acompanhar desde o acordar até a hora de dormir; devemos manifestá-la sempre, nos mais simples relacionamentos, onde não existam fotógrafos nem câmeras de televisão.
4º - Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois mandar dizer se atende.
5º - Se os amigos, os Irmãos, não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe, não é frescura.
É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO...

 O Iniciado
1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o vosso entendimento, atraiu a vossa atenção.
2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetidos, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do templo em que vos encontraste, tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade, e para satisfazê-la não há outro caminho senão o da
busca do conhecimento e da verdade.
3º - A maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina.
4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos.
5º - Os verdadeiros Maçons trazem constantemente na sua memória não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos verdadeiros.

 Livre e de bons costumes.
1º - Para que um candidato seja admitido à iniciação, a maçonaria exige que ele seja "livre e de bons costumes".
2º - Existindo os servos, durante a idade média, todas as corporações exigiam que o candidato a Aprendiz para qualquer ofício tivesse nascido livre", visto que, como servo ou escravo, ele não era dono de si mesmo.
3º - De bons costumes por ter orientado sua vida para aquilo que é mais justo, mais elevado e perfeito.
4º - Essas duas condições tornam o homem qualificado para ser maçom e com reais possibilidades de desenvolver-se a fim de tornar-se um ser perfeito.
5º - Verdadeiro Maçom é: "Livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade.

 O que não devo esquecer.
1º - A maçonaria combate a ignorância, de todas as formas com que se apresenta.
2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta.
3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem de ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar sem falhas ou deslize de qualquer espécie.
4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como Maçom que sou, de servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.
5º - Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um, o que for justo, de acordo com a sua capacidade, suas obras e seus méritos.

 O tronco de beneficência.
1º - Possui várias denominações, como: Tronco de solidariedade, de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc.
2º - A segunda bolsa é conduzida pelo Hospitaleiro, que também faz o giro, obedecendo a hierarquia funcional; oferece a bolsa aos Irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbolo.
3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo maçom, uma vez que, junto com o seu óbolo, lança os "fluidos espirituais" que o acompanham, dando afinal muito mais que os simples valores materiais.
4º - "Mais bem aventurado é o que dá, do que o que recebe", é um preceito bíblico que deve estar sempre em nossa mente.
5º - Quando colocamos o nosso óbolo, devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso carinho e votos de prosperidade.